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| Definição
e Indicações |
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Registro
fotográfico de alterações de disco
óptico ou papila.
Fotografias realizadas com luz branca intensa, para
registrar forma, contornos, relevo, tamanho coloração
e escavação do disco óptico, sinais
também analisados durante o “checkup”
de pacientes portadores de glaucoma.
O registro é feito digitalmente e em filme fotográfico
para slides com grande aumento para evidenciar os detalhes
do disco óptico e de sua possíveis alterações.
O registro digital permite a medição das
alterações, e o registro em filme fotográfico
consiste de duas fotografias contíguas da região
do disco óptico. Que, depois de reveladas e observadas
por meio de um slide-viewer, evidência o aspecto
tridimensional da papila.
Geralmente, este exame é solicitado para acompanhar
a estabilização, repressão ou evolução
das alterações do disco óptico.
Pode ser solicitado em casos de hipertensão ocular,
glaucoma, edema de papila, papiledema, processo inflamatório
do nervo óptico (neurite óptica), pseudopapiledema
(anomalias como drusas de papila), tumores da cabeça
do nervo óptico (benignos como melanocitoma e
malignos como melanoma, infiltração linfomatosa
ou leucêmica e tumores metastáticos para
o nervo óptico).
A atrofia de papila (secundária a traumatismo,
infecção, inflamação, como
seqüela de hipertensão intracraniana ou
fazendo parte de quadros congênitos de infecção
intrauterina) pode ter indicação do exame
de estereofoto de papila.
Malformações de disco óptico como
coloboma de disco óptico poderão ser evidenciados
e suas complicações monitoradas. |
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| Orientações
Necessárias |
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Não
há necessidade de Jejum;
Dilatação da pupila de ambos os olhos,
com embaçamento visual duradouro (em média,
de 6 a 8 horas de duração);
Presença de acompanhante maior de 18 anos.
Durante o exame, são realizadas realizadas fotografias
repetidas do fundo de olho que utilizam flash, e podem
causar desconforto e fotofobia temporárias durante
o exame..
Não há a necessidade de suspensão
de qualquer medicação e/ou de colírios
mióticos. |
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| Regiões
Estudadas |
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Disco
óptico ou cabeça do nervo óptico |
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| Interpretação
e cometários |
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O
disco óptico normal é plano, arredondado,
tem limites nítidos e coloração
rósea, não apresentando escavação
de papila.
Em casos de glaucoma, identificar-se-á ao exame
da estereofoto de papila uma depressão parcial
ou total do disco óptico, denominado de escavação,
indicativo da perda de fibras nervosas. O aumento das
dimensões desta escavação durante
o acompanhamento indicará que houve progressão
da doença denotando alteração na
conduta (adição ou modificação
de medicamentos e procedimento cirúrgico).
Casos de edema de papila, neurite óptica, e síndromes
obstrutivas dos vasos da órbita podem demonstrar
hiperemia ou elevação do disco óptico.
Casos de pseudoedema de papila mostram margens do disco
óptico borradas sendo que casos de drusas pode
se detectar e algumas áreas sobrelevadas focais.
Na infiltração linfomatosa e leucêmica
do disco óptico, notar-se-á hiperemia
e elevação, com múltiplos pontos
hemorrágicos peripapilares.
Tumores de disco óptico evidenciados, medidos
e registrados com estereofoto de papila mostram o aspecto
tridimensional das lesões e registram possível
crescimento e mudança de características.
O disco óptico atrófico apresentar-se-á
pálido, de limites muito nítidos, mas
sem alteração de relevo.
Malformações de disco óptico como
colobomas devem ser avaliadas seriadamente para acompanhar
possíveis complicações como descolamento
secundários da retina. |
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