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| Definição
e indicações |
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Utiliza a sonda de ultra-som de 10 MHz, e quando necessário
de 20 MHz) para permitir a obtenção de
imagem de estruturas do bulbo ocular. O método
é indolor, sendo necessário o contato
da sonda com as pálpebras ou as córneas.através
de um gel condutor
É útil para a avaliação
do quadro anatômico do vítreo, da retina,
da coróide e da parede ocular, principalmente
em casos em que a oftalmoscopia (exame de fundo de olho)
é impedida ou inconclusiva, como em casos de
opacidades de meios (catarata, opacidade (com hemorragia)
vítrea, cicatriz de córnea, aderências
da pupila que não permitem dilatação)
inflamações, descolamento de retina).
Indicado na avaliação pré-operatória
e se necessário pós operatório
de cirurgias de catarata, transplante de córnea,
retina e vítreo, glaucoma e infecções
intra-oculares para avaliar prognóstico visual
e para orientar técnica cirúrgica a ser
utilizada. Indicado após traumatismos oculares,
para se avaliar quais as estruturas envolvidas no trauma
e o dano causado, além de se localizar a presença
de corpos estranhos intra-oculares ou orbitários.
A ultra-sonografia pode avaliar o diâmetro do
bulbo ocular e das estruturas intra-oculares, e permite
descartar casos de atrofia do globo ocular, e diagnosticar
malformações oculares (como por exemplo:
anoftalmia, coloboma, microftalmia, persistência
do vítreo primário hiperplástico).
Indicado para avaliação de lesões
que se queira dimensionar, mesmo que visíveis
ao exame de fundo de olho: tumores ou cistos intra-oculares,
roturas de retina e aderências vítreo-retinianas.
O ultra-som é solicitado na suspeita lesão
sólida (tumores benignos ou malignos) para diferenciação
tecidual e para dimensionamento com objetivo de acompanhamento
em caso de crescimento ou regressão após
tratamento específico (cirurgia na suspeita de
radioterapia ou quimioterapia).
Solicita-se ultra-som da órbita em casos de doenças
de órbita, como tumores, inflamações,
exoftalmopatia endócrina tireoidiana, hemorragia
ou abscesso orbitário, alteração
de saco lacrimal. Avalia a musculatura extrínseca
ocular, a gordura retrobulbar, alterações
do nervo óptico e veias retro-bulbares da órbita
(como por exemplo: ter varizes, dilatações
e aneurismáticas)
Em crianças que não permitem execução
confiável do exame de biometria, e em casos em
que a biometria ultra-sônica é impossível
(preenchimento do vítreo com óleo de silicone,
calcificação ocular intensa, diametroaxial
gigante) o ultra-som no modo A permite a medição
aproximada para a realização do cálculo
biométrico.
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| Orientações
necessárias |
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Não
necessita de preparo prévio do paciente;
Não suspender medicamentos e/ou colírios
em uso;
Pode ser realizado em crianças, bebês recém-nascidos
sem contra-indicação. Entretanto, na falta
de colaboração há necessidade de
se restringir os movimentos;
Utiliza-se colírio anestésico (cujo efeito
é de 15 minutos), sendo o exame indolor;
A duração aproximada é de 15 minutos,
e se o bulbo ocular apresentar quadro doloroso o exame
pode ser um pouco desconfortável;
Normalmente faz-se contato da sonda sobre as pálpebras
fechadas e utilização de um gel condutor;
Por vezes, é necessário complementar o
exame com a colocação de uma lente entre
as pálpebras e realização do exame
com olhos abertos;
Cooperação com fixação sem
mover os olhos e olhar na direção solicitada
são importante, auxiliam na varredura de todos
meridianos;
Ligeiro embaçamento pode durar 15 minutos após
o exame.
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| Regiões
estudadas |
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Anatomia
do olho e órbita até terço médio
da cavidade orbitária, mensuração
da espessura e das dimensões de lesões
oculares e orbitárias (ou de elementos normais
do bulbo ocular) e características das estruturas
internas de lesões císticas, sólidas,
homogêneas, leterosêneas, etc.. |
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| Interpretação
e comentários |
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Em
caso de avaliação ultra-sonográfica
pré-operatória da catarata, deve-se verificar
se há alguma lesão visível ao ultra-som
que indique a necessidade de cuidados especiais, no
prognóstico ou contra-indicação
do procedimento . Muitas vezes os pacientes atribuem
à catarata (que pode ter se formando anos após
a queda da visão) a baixa acuidade visual. Entretanto,
a ultra-sonografia pode revelar que há descolamento
total de retina, e ainda diferenciar o prognóstico
na cirurgia de retina. Essa informação
com base propedêutica adequada pode mudar a estratégia
terapêutica.
Tumores intra-oculares devem ser dimensionados para
auxiliar a calcular o volume da visão, a dose
de radiação necessária e também
para acompanhar o tratamento, e detectar padrão
de diminuição ou aumento da lesão.
Tumores muito extensos, com suspeita de metástase
e infiltração de órgãos
vizinhos, evoluem para cirurgia de enucleação
ou de exenteração.
As lesões da órbita, devem ser avaliadas
com ultra-sonografia, embora para lesões profundas
a definição da imagem não permita
avaliar todos os parâmetros (dimensão,
localização, estrutura interna, conformação,
rigidez, limites) e sendo necessária muitas vezes
a analise em conjunto com outros métodos diagnósticos
por imagem, como a tomografia computadorizada e a ressonância
magnética. |
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